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O Paratriathlon


Em 11 de dezembro de 2010, o IPC anunciou que o Paratriathlon foi oficialmente aceito nos Jogos Paraolímpicos e fará a sua estreia no Rio de Janeiro em 2016.

Há 16 anos a CBTri já tem paratriatletas de elite representando nosso país em competições internacionais e em Campeonatos Mundiais.

No Brasil o número de paratriatletas está crescendo a cada dia. E embora eles tenham algumas necessidades adicionais em conjunto com as diferentes regras em suas competições, eles estão sempre em busca de igualdade de participação em todos os nossos eventos.

A capacidade de competir e o exemplo de superação desses paratriatletas em nossas competições, faz com que o Paratriathlon seja o seguimento mais vibrante hoje na CBTri. 

CLASSIFICAÇÃO NO PARATRIATHLON

Depois de muita pesquisa para desenvolver um sistema de classificação das categorias de Paratriathlon mais justo e eficiente, a União Internacional de Triathlon – ITU divulgou as 5 (cinco) categorias que valerão a partir de 2014. Esse novo sistema possui um complexo método de pontuação, que só pode ser realizado por classificadores homologados pela ITU.

A novidade será implementada ao longo da temporada e todos os atletas terão de passar pela classificação, conforme as categorias a seguir:

PT1 – Cadeirantes
Inclui atletas com comprometimentos que impedem a capacidade de conduzir de forma segura uma bicicleta convencional e de correr. Esses comprometimentos, entre outros, podem ser: carência de força muscular, deficiência nos membros, hipertonia, ataxia ou atetose. Os atletas devem usar um handcycle (bicicleta de mão) na etapa de ciclismo e uma cadeira de rodas de corrida na etapa de corrida.
Para se enquadrar nessa categoria, os atletas devem ter uma pontuação de até 640,0 pontos na avaliação de classificação.

PT2
Inclui atletas com comprometimentos como: deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outros. Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.
Para se enquadrar nessa categoria, os atletas devem ter uma pontuação de até 454,9 pontos na avaliação de classificação.

PT3
Inclui atletas com comprometimentos como: deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outros. Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.
A diferença em relação à categoria PT2 é que, na PT3, se enquadram os atletas que obtiverem uma pontuação entre 455,0 e 494,9 pontos na avalaliação de classificação.

PT4
Inclui atletas com comprometimentos como: deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outros. Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.
A diferença em relação às categorias PT2 e PT3 é que, na PT4, se enquadram os atletas que obtiverem uma pontuação entre 495,0 e 557,0 pontos na avalaliação de classificação.

PT5 – Deficiência visual total ou parcial (Dividida nas subcategorias B1, B2, e B3)
Inclui os atletas totalmente cegos, desde os que não têm nenhuma percepção de luz até os que têm percepção da luz, mas que são incapazes de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância (B1), além de atletas com deficiências visuais, cuja acuidade visual seja menor que 6/60 de visão ou cujo campo visual seja inferior a 20 graus na condição de melhor visão corretiva (B2-B3). Um guia de mesma nacionalidade e sexo é obrigatório durante toda a prova.

Nessa categoria os atletas e seus guias devem montar uma bicicleta Tandem (de dois lugares) durante a etapa de ciclismo.

Padrão mínimo de deficiência ou elegibilidade.

Há um "Padrão Mínimo de Deficiência” imposta. Sabemos que isso pode ter um impacto significativo sobre muitos atletas, então por favor leia-os com muito cuidado:

Todos os atletas devem ser submetidos a testes funcionais de membros, tronco, etc, para receber a classificação. Estes testes funcionais medem principalmente a força, amplitude de movimento, e / ou coordenação, ou seja, a capacidade de um atleta para mover seus membros, estabilizar o seu tronco, etc.

Para se qualificar para as competições da ITU e nos eventos da CBTri, um atleta deve atender ao padrão mínimo de deficiência com uma perda permanente da função específica.

Qualquer deficiência deve ser permanente e sempre presente. Atletas com deficiência, como reincidente ou esclerose múltipla ou artrite, etc, terá que mostrar um impacto funcional permanente significativo, e esse impacto não deve envolver todo o período de remissão (seja controlada com medicação ou não), no entanto breve.

Atletas com deficiência, tais como lesão incompleta da medula espinhal, lesões cerebrais traumáticas e / ou distrofia muscular, etc., serão avaliados quanto à natureza permanente e contínua de sua deficiência e sobre o seu efeito funcional, tal como definido por essas normas propostas.

Atletas com condições diversas, tais como a intolerância a temperaturas extremas, impactado capacidade cognitiva, transplante de órgãos e pacientes de substituição articular e / ou sofredores de enxaqueca, etc., não são elegíveis como definido por esses padrões propostos. Se você não tiver certeza de sua qualificação nos envie um e-mail (paratriathlon@cbtri.org.br).

As pessoas com deficiência, movidos por atletas sem deficiência através do uso de dispositivos de flutuação, em tandem ou bicicletas "sidecar" e / ou sendo empurrados em cadeiras de rodas, não são considerados Paratriathletes e não são autorizados a competir na divisão Paratriathlon em eventos sancionados pela CBTri ou ITU.

O atestado de um simples médico não será suficiente para competir nas categorias do Paratriathlon. Mesmo após uma avaliação concluída em algum evento, todos os atletas serão reavaliados pelos classificadores Internacionais da ITU onde irão passar por nova avaliação para certificarem de ter os requisitos mínimos de elegibilidade. Isto significa que mesmo se você já tenha competido numa categoria do paratriathlon, você pode ser negado à participação em outra. Esteja ciente dessa possibilidade.



fonte: CBTri.com.br





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