ONG Parceira do PortoWeb

Roteiro para inspeção de acessibilidade

Abaixo estão listadas instruções para o trabalho de inspeção, tendo vista a consideração de conformidade (de projeto ou edificação já existente) com as exigências das normas técnicas para acessibilidade em edificações. 

As etapas podem ser facilmente cumpridas mediante o uso de uma planilha técnica especificamente desenvolvida pelo ADAPTSE para auxiliar na interpretação indiscutível dos ítens das normas técnicas.

Notem que a compreensão da acessibilidade para todos requer e estratégia de reconhecimento das formas de chegada ao edifício pelo transporte ou pela rua acessível ... até incluir todos os níveis e pisos à exceção somente de locais de manutenção das instalações prediais, hidráulicas, elétricas ou mecânicas.

1-   Considere a localização do edifício no terreno e suas entradas. Caso haja mais de uma entrada, efetue os procedimentos de verificação isoladamente a partir da(s) esquina(s) mais próxima(s) à(s) entrada(s), respectivamente, e do(s) ponto(s) de ônibus e/ou taxis existentes.

2.     Verifique as condições de aproximação dos veículos no ponto de ônibus e da forma como os passageiros desembarcam. Os pontos de ônibus e/ou táxi a serem considerados serão aqueles distantes em pelo menos um quarteirão da(s) entrada(s) ou o equivalente a 250 metros. Para isso, considere os veículos existentes como amostragem da frota.

3.      Verifique a inclinação ao longo das ruas com a planilha “rampas”. Caso a inclinação seja inferior a 6,5% (1:16), verifique a inclinação transversal das calçadas e o estado geral de manutenção do piso. Em caso de inclinação da rua superior à citada declividade ou de defeitos na superfície da calçada, anote essas condições em local apropriado na planilha, pois a calçada, nessas condições, não poderá ser considerada como integrante da rota acessível.

4.     Verifique a existência de rampas de travessia nos cruzamentos, bem como suas características. Caso não haja, verifique rampas próximas para entrada de veículos em edifícios vizinhos. Considere a declividade adequada e anote irregularidades.

5.     Siga pela calçada e verifique a existência e as características de telefones públicos suspensos, caixas de correio e bancos ou assentos, bem como as características da vegetação no trajeto entre as paradas do transporte público, ou os cruzamentos de vias, até a(s) entrada(s).

6.     Verifique o espaço livre necessário para manobras, movimentação e passagem de cadeira de rodas na calçada e nas passagens externas do local de estudo.

7.     Verifique se há faixa tátil de percurso ao longo da calçada e das passagens até a entrada do local de estudo.

8.     Verifique se é possível o estacionamento na rua em frente à(s) entrada(s) do edifício e a distância a percorrer.

9.     Verifique se há vagas reservadas para acessibilidade, bem como suas características de espaço de movimentação, na rua, em frente à(s) entrada(s) do edifício, ou internamente, no piso de estacionamento coberto em menor distância possível à(s) entrada(s).

10. Verifique se há como um veículo parar junto à(s) entrada(s) para embarque e/ou desembarque de passageiros sem que atrapalhe a circulação de veículos e pedestres.

11. Verifique as condições dos pisos das passagens externas até a(s) entrada(s) do edifício, considerando os espaços de movimentação e alcance, a desobstrução da largura de passagem, as condições de nivelamento do piso, as características de coletores de água, a localização de sinalização direcional e indicativa do(s) edifício(s).

12. Verifique a existência de placas ou sinais indicativos ou de direcionamento para os elementos da acessiiblidade.

13. Verifique se a(s) entrada(s) do local de estudo está(ão) em nível diferente da calçada e de como ocorre os meios de acesso vertical, considerando a co-existência de escadas e rampas (ou plataformas móveis), e a prioridade a ser dada para entradas em nível igual ao da calçada.

14. Verifique as características de escadas, rampas e/ou plataformas móveis em local externo, considerando ainda a existência de patamares intermediários e de patamares nos extremos, corrimãos com prolongamento, guarda-corpos e sinalização.

15. Verifique as características do local de entrada, considerando ainda as soleiras sem degraus, a largura dos vãos, as maçanetas, a sinalização tátil e/ou visual, os equipamentos de comunicação.

16. Verifique nos locais de recepção e de atendimento, as características de balcões em dupla altura, a reserva de espaço de movimentação e estacionamento de cadeira de rodas e a presença de assentos junto ao balcão de atendimento e para a espera.

17. Verifique as características das passagens de circulação, considerando os espaços de movimentação e alcance, a desobstrução da largura de passagem, as condições de nivelamento do piso, as características de coletores de água, a localização de sinalização direcional e indicativa das salas nos diferentes setores.

18. Verifique se há faixa tátil de percurso ao longo das passagens na circulação interna do local de estudo.

19. Verifique as saídas de emergência, considerando as distâncias a percorrer e as características do espaço de passagem, dos alarmes, da sinalização e do acionamento de portas anti-pânico.

20. Verifique se há telefones, bebedouros e outros equipamentos ao longo da circulação, considerando os espaços de aproximação e alcance, a existência de nichos ou reentrâncias na parede que mantenham inalterados a largura de passagem, o meio de operação e o formato desses equipamentos.

21. Verifique se, em cada cômodo, o mobiliário existente obstrui ou não os espaços de passagem, os espaços de movimentação, de aproximação e utilização de objetos, além do estacionamento de cadeira de rodas, sem prejuízos às necessidades das demais pessoas.

22. Verifique, em cada cômodo do pavimento, a sinalização indicatica, as características de portas e os meios de operação de janelas e de instalações prediais.

23. Verifique, especificamente em sanitários e em banheiros, se há unidades de uso individual e familiar além de cabines acessíveis em espaços coletivos; nessas, as características do espaço junto aos vasos sanitários, lavatórios, mictórios, duchas manuais chuveiros e/ou banheiras bem como a existência e características dos elementos comuns de utilização, considerando, além das dimensões do espaço, as barras de apoio, os espelhos, os assentos, os trincos, as maçanetas, as bancadas, as prateleiras, os suportes, os puxadores, as papeleiras, os secadores, as válvulas de descarga e os sifões.

24. Verifique, nas salas de auditório com platéia, a distribuição dos assentos, considerando a reserva de alguns assentos e o espaço de acomodação de usuários de cadeira de rodas e assentos mais largos (com largura dupla em relação aos convencionais) e resistentes ao peso de até 250Kg.

25. Verifique os meios de acesso ao palco, sendo esse preferencialmente em nível com a circulação, e considerando a co-existência de escadas e rampas suaves e/ou plataformas móveis, incluindo-se além disso os elementos complementares, tais como guarda-corpo e corrimãos. 

26. Verifique as formas de utilização de equipamentos de apresentação nas salas de auditório, considerando os espaços de aproximação, movimentação e utilização por usuários de cadeira de rodas.

27. Verifique as características de piscinas e de espaços ao ar livre, considerando a entrada na água por meio de plataformas, assentos em desníveis graduais e suportes adequados, além da utilização de chuveiros e do mobiliário externo.

28. Verifique se há desníveis entre os setores externos do local de estudo e de como se dá os meios de circulação vertical, considerando a co-existência de escadas e rampas, ou plataformas móveis ou ainda elevadores.

29. Verifique as características de de escadas, rampas e/ou plataformas móveis em local externo, considerando ainda a existência de patamares intermediários e de patamares nos extremos, corrimãos com prolongamento, guarda-corpos e sinalização.

30. Verifique as características de localização dos acessos de elevadores, considerando os elementos de chamada e de notificação de chegada da cabine no andar, as dimensões das cabines e vãos, os elementos constitutivos do equipamento e o modo de operação.

31. Verifique as características de localização dos acessos de plataformas móveis verticais ou inclinadas, considerando os elementos de chamada, as dimensões das cabines e vãos, os elementos constitutivos do equipamento e o modo de operação.

32. Uma vez percorrido todo o pavimento e os meios de circulação vertical, proceder à verificação dos ítens referentes aos pavimentos superiores, tendo o cuidado de marcar no croquis das plantas técnicas os locais onde ocorra interrupção da rota acessível pela existência somente de degraus dissociados da presença complementar de rampa, plataforma móvel de percurso ou elevadores.

33. Anotar as portas pelo tipo e vão de abertura, tratando-as assim como agrupamentos.

34. Considerar que, numa definição de prioridades: 

  • as entradas acessíveis devem ser principais e de uso geral em caso de edificações históricas e inacessíveis, por exemplo, novas entradas principais acessíveis para todos devem ser criadas, preservando-se a integridade do passado; 
  • agrupamentos de sanitários individuais para ambos os sexos devem estar dispostos em curta distancia ao invés da adoção de sanitários de uso coletivo dispostos em longa distância; 
  • rampas curtas e de baixa declividade são preferenciais mas não dispensam o conjunto elevadores-escadas-rampas como meios adequados de circulação vertical para todos; 
  • longos espaços de circulação devem conter áreas de descanso equidistantes;
  • veículos particulares de pessoas com graves problemas de mobilidade são vetores de acessibilidade e devem obter permissão especial de circulação e espaço para estacionamento em locais com desníveis acentuados.
fonte: http://www.adaptse.org/



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